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sábado, 10 de outubro de 2015

Legalizar Recursos Hídricos- INEA-ANA-IBAMA. Informações- Rosenilda Rocha Moura - Sopjhye

Roteiro, informações e documentos para o procedimento
Procedimento: Outorga de Direito de Uso de Recursos Hídricos (para extração de água subterrânea maior que 5.000 L/dia ou captação de água superficial maior que 34.560 L/dia ou vazão maior que 0,4 L/s)








  1. 01 - Pontos de interferência (incluindo extração, captação e lançamento): Total 01



INFORMAÇÕES PRELIMINARES
A outorga é o ato administrativo de autorização por meio do qual o órgão gestor de recursos hídricos faculta ao outorgado o direito de uso dos recursos hídricos, superficiais ou subterrâneos, por prazo determinado, nos termos e nas condições expressas no respectivo ato. Seu objetivo é assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água e o efetivo exercício dos direitos de acesso aos recursos hídricos.
A outorga do direito de uso dos recursos hídricos é um dos sete instrumentos de gestão, segundo a Lei Estadual nº 3.239, de 02 de agosto de 1999, que instituiu a Política Estadual de Recursos Hídricos, inciso V, art. 5º.
Os atos de autorização de usos dos recursos hídricos no Estado do Rio de Janeiro (outorga, seu cancelamento, a emissão de reserva de disponibilidade hídrica para fins de aproveitamentos hidrelétricos e sua consequente conversão em outorga de direito de uso de recursos hídricos, bem como perfuração e tamponamento de poços tubulares e demais usos) são da competência do Instituto Estadual do Ambiente.
Cabe à Diretoria de Licenciamento Ambiental – DILAM  – a edição desses atos, de acordo com o inciso V, do art. 25 do Decreto nº 41.628, de 12 de janeiro de 2009. A autorização da outorga é publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. As declarações de uso insignificante e de reserva hídrica, autorizações de perfuração de poços tubulares e demais atos são publicados no Boletim de Serviço do INEA.
Usos de recursos hídricos que dependem de outorga:
  • Derivação ou captação de parcela de água existente em um corpo de água, para consumo.
  • Extração de água de aquíferos.
  • Lançamento em corpo d’água, de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos, tratados ou não, com o fim de sua diluição, transporte ou disposição final.
  • Aproveitamento de potenciais hidrelétricos.
  • Outros usos que alterem o regime, quantidade ou qualidade da água existente em um corpo hídrico.
Usos que independem de outorga:
  • O uso de recursos hídricos para a satisfação das necessidades individuais ou de pequenos núcleos populacionais, em meio rural ou urbano, para atender as necessidades básicas da vida.
  • O uso de vazões e volumes considerados insignificantes, para derivações, captações e lançamentos.
Observação: Os usos acima especificados não desobrigam o respectivo usuário do atendimento de deliberações ou determinações do INEA.
Lançamentos de efluentes:
“A outorga para fins industriais somente será concedida se a captação em cursos de água se fizer a jusante do ponto de lançamento dos efluentes líquidos da própria instalação, na forma da Constituição Estadual, em seu artigo 261, parágrafo 4º.” (Lei Estadual nº 3.239, artigo 22, parágrafo 2º).





PROCEDIMENTOS BÁSICOS
1º Passo
Preparar e organizar toda a documentação necessária para a autuação (abertura) do processo, conforme as relações apresentadas adiante, em Documentos gerais e Documentos específicos.
2º Passo
Gravar todos os documentos em formato digital (vide instruções adiante).
3º Passo
Entregar a documentação:
4º Passo
Comparecer à visita no horário marcado, levando os documentos necessários. A documentação deverá estar impressa e gravada em meio digital.
5º Passo
Conferência da documentação pelo INEA:
  • A documentação será conferida pelo atendente do INEA.
  • O valor do boleto bancário pago será conferido, para verificar se está adequado ao requerimento.
O processo só poderá ser aberto com a documentação completa e o boleto correto.
6º Passo
Autuação (início) do processo.
  • Os documentos, juntamente com o boleto, darão origem a um processo administrativo, cujo número deve ser anotado e informado pelo interessado nas consultas ao Portal, à Gerência de Atendimento ou às Superintendências Regionais sobre o andamento da análise do seu requerimento.
ENTREGA DE DOCUMENTAÇÃO EM MEIO DIGITAL
Toda a documentação impressa deverá ser também digitalizada e entregue, simultaneamente, em formato digital, gravado em CD ou DVD.
Os documentos deverão ser cópia fiel da documentação entregue e poderão estar em quaisquer dos seguintes formatos (consulte o INEA para informar-se a respeito de outros formatos):
  • documentos em geral: PDF;
  • planilhas em XLS (Excel), com as mesmas, colunas quando houver modelo;
  • imagens e fotos : JPG, GIF e TIF;
  • plantas e mapas: DWG, SHP.
Independentemente da quantidade de páginas, cada documento deverá ser digitalizado em um único arquivo PDF.
Um arquivo PDF não deverá conter mais de um documento.
O nome do arquivo deverá fazer referência clara ao seu conteúdo, por exemplo: contrato_social.PDF, planta_da_fábrica.DWG, mapa_de_localização.SHP.
As plantas e mapas (DWG e SHP) deverão estar georreferenciados.
DOCUMENTOS GERAIS
  • Requerimento de Outorga de Recursos Hídricos (Form.27) preenchido e assinado pelo requerente ou procurador, juntamente com a procuração autenticada em cartório.
  • Cópia do CNARH (Cadastro Nacional de Recursos Hídricos) preenchido (vide texto adiante)
  • Cópias do CPF e da carteira de identidade do requerente ou procurador (pessoa física)
  • Cópias da identidade e CPF do representante legal, CNPJ, contrato social com as últimas alterações, estatuto da empresa e atas (requerente pessoa jurídica)
  • Cópias da procuração, pública ou particular, com firma reconhecida, e do documento de identidade e CPF (se houver procurador
  • Cópia da escritura pública do imóvel, registrada em cartório ou da certidão de registro do imóvel ou cópia do contrato de locação e carta de anuência do proprietário do terreno, para a instalação e uso dos equipamentos necessários à captação e/ou extração (poço) e/ou lançamento no corpo hídrico
  • Declaração, assinada pelo requerente ou pelo seu representante legal, assumindo que não possui abastecimento de água pela rede pública, quando se tratar de solicitação para finalidade de higiene e consumo humano. Colocar também essa informação no campo de observação do ponto de captação no CNARH.
  • Declaração assinada pelo responsável técnico do respectivo processo de produção, comprovando que o padrão de qualidade de água atende ao disposto na Portaria 518 do Ministério da Saúde, exclusivamente para indústria que se destinar à fabricação de produto que exija um nível de tratamento da água que a torne adequada para o consumo humano (Artigo 9º da Portaria SERLA 555/07).
DOCUMENTOS ESPECÍFICOS
Para Captação de Água Superficial:
  • Relatório de Outorga para captação de água superficial (Form. 26) preenchido e assinado pelo responsável técnico. Todas as páginas deverão estar rubricadas.
Para Extração de Água Subterrânea:
  • Cópia da Carteira de Identidade Profissional do CREA do responsável técnico (Geólogo, Hidrogeólogo ou Engenheiro de Minas).
  • Cópia da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) do responsável técnico pelo relatório hidrogeológico e pelo(s) teste(s) de bombeamento e recuperação do poço, acompanhado da cópia da respectiva guia de pagamento junto ao CREA/RJ, com as coordenadas Geográficas ou UTM do local de extração. A ART deve conter especificação do serviço a ser realizado (teste de bombeamento/vazão e de rebaixamento), assinatura do responsável técnico e do contratante.
  • Relatório Geológico e Hidrogeológico (Form.40). Todas as páginas deverão estar rubricadas pelo profissional responsável. As planilhas dos testes de bombeamento e recuperação e seus respectivos gráficos deverão ser apresentados em meio impresso e digital (arquivo tipo Excel).
  • Foto(s) do(s) barrilete(s) de Controle Operacional e da boca do poço a serem outorgados. O barrilete deve conter, no mínimo, e na ordem especificada: hidrômetro, válvula de retenção, manômetro, registro de controle de vazão e torneira de coleta de amostra.
  • Original do Relatório de Análises Físico-Química e Bacteriológica, realizadas nos últimos 6 (seis) meses, feitas por técnicos de laboratórios credenciados pelo INEA. As análises físico-químicas deverão ser entregues em meio impresso (laudo original do laboratório assinado pelo químico responsável) e em meio digital (Form.39).
  • Após a análise prévia do processo de outorga, será determinada pelo SEAGUA e pelo SEDEMA a obrigatoriedade ou dispensa de abertura de processo de Demarcação de Faixa Marginal de Proteção por parte do usuário. Caso seja necessário, o usuário será notificado a abrir o referido processo.
Para Lançamento de Efluentes:
  • Fotografia do local de lançamento, ilustrando as condições do corpo hídrico e sua margem a montante e jusante (acima e abaixo) do ponto de lançamento.
  • Relatório sintético com a caracterização geral do sistema do lançamento, constando: croqui do sistema, o tipo de tratamento, os dados de vazão, volume, horas/dia e a respectiva memória cálculo.
Observações:
No preenchimento dos cadastros e relatórios requisitados nos procedimentos de solicitação, as coordenadas de localização do(s) ponto(s) de interferência deverão, obrigatoriamente, seguir o seguinte modelo:
  • Para coordenadas geográficas: Grau (com dois dígitos), Minuto (com dois dígitos) e Segundo (com dois dígitos antes da vírgula e dois dígitos após a vírgula). Exemplo: Latitude: 22°53'42,25"S Longitude: 43°13'7,61"O
  • Para coordenadas UTM: Deverá ser informado o fuso onde as coordenadas se encontram e o Datum Horizontal. Exemplo: Fuso 23K Datum: SAD69 Leste: 682650,000 Norte: 7467034,000
Sugestão de software para conversão de coordenadas disponível para download gratuito no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (ProGrid): http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/param_transf/default_param_transf.shtm
ORIENTAÇÃO PARA PREENCHIMENTO DO CNARH
O CNARH (Cadastro Nacional de Usuários de Recursos Hídricos) foi desenvolvido pela Agência Nacional de Águas (ANA), em parceria com autoridades estaduais gestoras de recursos hídricos. O objetivo principal é permitir conhecer o universo dos usuários das águas superficiais e subterrâneas em uma determinada área, bacia ou mesmo em âmbito nacional.
O conteúdo do CNARH inclui informações sobre a vazão utilizada, local de captação, denominação e localização do curso d'água, empreendimento do usuário, sua atividade ou a intervenção que pretende realizar, como derivação, captação e lançamento de efluentes. O preenchimento do cadastro é obrigatório para pessoas físicas e jurídicas, de direito público e privado, que sejam usuárias de recursos hídricos, sujeitas ou não a outorga (Resolução ANA nº. 317, de 26 de agosto de 2003, que instituiu o CNARH).
Para o preenchimento do Cadastro Nacional de Recursos Hídricos utilize o manual disponível no site da Agência Nacional de Águas (http://cnarh.ana.gov.br/ManualCNARH.pdf) ou siga os passos a seguir:
  • Na página http://cnarh.ana.gov.br, clique sobre o botão "Novo usuário" para cadastrar a pessoa que digitará as informações solicitadas na declaração.
  • Uma nova tela surgirá, solicitando Nome, CPF, e-mail e confirmação do e-mail.
  • O sistema enviará imediatamente para o e-mail indicado uma senha de acesso.
  • Volte à página http://cnarh.ana.gov.br e, agora, digite seu CPF e a senha informada por e-mail.
Dicas:
  1. Use o recurso de "copiar-colar" para inserir a senha diretamente do e-mail.
  2. É possível modificar a senha, após o login, através da opção "Quero alterar meus dados cadastrais".
  3. Anote a senha em lugar seguro, pois você precisará dela, futuramente, para incluir ou alterar dados na declaração.
  • Em seguida, clique em "Nova declaração" para iniciar o preenchimento da declaração.
  • A qualquer tempo, o preenchimento pode ser interrompido para ser retomado mais tarde. Porém, antes de fechar a tela, não se esqueça de “Salvar” os dados inseridos.
  • Para reiniciar a digitação, basta informar o CPF e a senha na tela inicial e, após o login, clicar sobre o número da declaração.
Observações:
  1. Um EMPREENDIMENTO pode ter um ou vários COMPONENTES, assim como um ou vários pontos de CAPTAÇÃO/LANÇAMENTO. À medida que você avança no preenchimento, a estrutura da declaração vai se formando à esquerda da tela, o que permite, de forma mais ágil, o acesso aos vários itens. Cuide para que todos os quadros e respectivos campos obrigatórios (fundo amarelo claro) sejam preenchidos, caso contrário, o sistema indicará em vermelho as informações que estão faltando.
  2. Usuários domésticos e comerciantes em geral devem escolher o componente OUTROS.
  3. No caso do setor usuário SANEAMENTO, procure definir como empreendimento integrado cada município e respectivos distritos atendidos, com suas respectivas captações e lançamentos. Assim, uma empresa estadual poderá ter várias declarações de empreendimentos integrados. Dentro de uma declaração de empreendimento, é possível construir uma estrutura com vários componentes de abastecimento público e de esgotamento sanitário.
Para finalizar a declaração:
  • Clique em FINALIZAR para realizar uma verificação completa dos dados informados.
  • O sistema indicará possíveis alertas de erros a serem corrigidos, para que a declaração seja concluída.
  • Após a correção dos erros, clique em ENVIAR. A marca “OK” (Enviado e gravado com sucesso) surgirá na frente do número de sua declaração. Depois disso, a declaração só poderá ser visualizada e não mais editada.
  • É possível IMPRIMIR tanto o relatório de verificações quanto a declaração completa. Escolha na última tela a opção desejada.
Para alterar uma declaração já enviada, escolha a opção RETIFICAR, ao lado do número da declaração.
NORMAS E LEGISLAÇÃO RELACIONADAS
Legislação Estadual
  • Lei nº 3239, de 02 de agosto 1999 - Estabelece a política estadual de recursos hídricos.
  • Decreto nº 15.159, de 24 de julho de 1990 - Estabelece a Serla como órgão técnico e executor da Política de Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro.
  • Decreto nº 2330, de 08/01/1979 - Estabelece o Sistema de Proteção dos Lagos e Cursos d'água § Art. 10º - Aprovação da SERLA quanto à viabilidade e projetos de captação.
  • Lei nº 650, de 11/01/83 - Dispõe sobre a Política Estadual de defesa e proteção das bacias fluviais e lacustres do Rio de Janeiro § Art. 4º, item IV - Na política de conservação de água na natureza, envolvendo a proteção dos mananciais de água superficial e de água subterrânea.
  • Decreto nº 40.156, de 17/10/2006 - Estabelece os procedimentos técnicos e administrativos para a regularização dos usos de água superficial e subterrânea, bem como para ação integrada de fiscalização com os prestadores de serviço de saneamento básico, e dá outras providências.
  • Portaria Serla nº 555, de 01/02/2007 - Regulamenta o Decreto Estadual Nº 40.156, de 17 de outubro de 2006, que estabelece os procedimentos técnicos e administrativos para regularização dos usos de água superficial e subterrânea pelas soluções alternativas de abastecimento de água e para a ação integrada de fiscalização com os prestadores de serviços de saneamento e dá outras providências.
  • Portaria Serla nº 567, de 07/05/2007 - Altera a Portaria SERLA nº 273 (11/12/2000). Estabelece os procedimentos técnicos e administrativos para emissão de OUTORGA pela Serla.
  • Portaria SERLA nº 591, de 14/08/2007 - Estabelece os procedimentos técnicos e administrativos para emissão de declaração de reserva de disponibilidade hídrica e de outorga para uso de potencial de energia hidráulica para aproveitamentos hidrelétricos em rios de domínio do Estado.
  • Lei nº 4247, de 16/12/2003 - Dispõe sobre a cobrança pela utilização dos recursos hídricos de domínio do Estado do Rio de Janeiro e dá outras providências.
Legislação Federal
  • Lei nº 9433, de 08 de janeiro de 1997 - Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e estabelece como um de seus instrumentos a Outorga de Direito de Uso de Recursos Hídricos
  • Resolução nº 16, de 08 de maio de 2001 (CNRH) - Atuação integrada dos órgãos componentes do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Rosenilda Rocha Moura - gestão Ambiental - um desafio perene. Water. (Sophye Baginski)

Água do mar, nosso único caminho para vencer a crise hídrica.

As grandes reservas de energia existentes em muitos países do Oriente Médio juntamente com sua escassez de água levou a construção de grandes plantas de dessalinização nesta região. Nos meados de 2007, o Oriente Médio produzia cerca de ¾ de toda água dessalinizada do mundo No mundo inteiro, há 13.800 plantas de dessalinização que produzem no total mais de 45,5 bilhões de litros de água por dia de acordo com a International Desalination Association.

O Sal retirado do Brasil em média é de 3%.

A maior planta de dessalinização do Mundo é a localizada em Hadera, norte de Israel], seguida pela de Jebel Ali - Phase 2 nos Emirados Árabes Unidos. Utiliza o processo de destilação em multi-estágios para produzir 300 milhões de metros cúbicos de água por ano (cerca de 9.460 litros por segundo). Em Israel, 15% da água de consumo doméstico provém da dessalinização de água do mar, as maiores usinas estando em Ascalão e Palmach (ao sul de Tel Aviv). Em Eilat, toda a água consumida é dessalinizada.  Nos Estados Unidos, a maior planta de dessalinização está em Tampa Bay, Florida, e começou produzindo 95.000 m³ de água por dia em dezembro de 2007 A planta de dessalinização de Tampa Bay tem atualmente só 12% de produção da planta de e Jebel Ali .

Na natureza, a dessalinização é um processo contínuo e natural, alimentador do Ciclo hidrológico, que se comporta como um sistema físico, fechado, sequencial e dinâmico. Devido à ação da energia solar, ocorre a evaporação de um grande volume de água dos oceanos, dos mares e dos continentes. Os sais permanecem na solução e os vapores, por condensação, vão formar as nuvens, as quais originam as chuvas e outras formas de precipitação. Esta água doce, por gravidade, volta aos oceanos e mares, alimentando os rios, os lagos, as lagoas, que, devido à dinâmica do processo, reassimilam uma nova carga salina e, assim, todo o ciclo continua. Por necessidade de sobrevivência, o homem copiou a Natureza e desenvolveu métodos e técnicas de dessalinização das águas com elevado conteúdo salino para obter água doce.
O principal problema das tecnologias de dessalinização é conseguir diminuir o custo final da água doce, para que esta possa estar disponível em quantidades suficientes até nas regiões onde é escassa.
A dessalinização em grande escala, tipicamente, consome grande quantidade de energia e depende de plantas de produção caras e específicas. Portanto, é sempre mais cara, em relação a água doce de rios ou subterrânea.
Há vários métodos conhecidos para se fazer a conversão, mas apenas dois deles representam 88% da dessalinização global: a osmose inversa e a destilação multiestágios
  • Osmose inversa: Quando a pressão sobre a solução aumenta fazendo com que haja a separação da água e do sal.
  • Dessalinização térmica: Quando a água salgada é evaporada artificialmente e depois condensada. Esse processo separa a água e o sal, pois este não é carregado no processo de evaporação. Isto ocorre na natureza, pois sempre que a água do mar evapora, os sais permanecem e a água das nuvens não é salgada.
  • Congelamento: Outro processo envolve o congelamento da água, pois somente a água pode ser congelada (os sais não congelam junto). O processo é basicamente a extração de sais minerais da água através do congelamento. São repetidos inúmeras vezes tal processo para que se consiga água destilada. O processo pode ser feito em grande escala, mas é muito caro, portanto é testado e melhorado apenas em laboratórios, para assim ser barateado. O que se pode fazer é descongelar a água das calotas polares, mas esta não é ainda uma boa solução, pois há o alto custo do descongelamento a se levar em conta.
  • Destilação multiestágios: Utiliza-se vapor a alta temperatura para fazer a água do mar entrar em ebulição. São multiestágios pois a água passa por diversas células de ebulição-condensação, garantindo um elevado grau de pureza. Neste processo, a própria água do mar é usada como condensador da água que é evaporada.
  • Destilação por forno solar: o forno solar tem como função concentrar os raios solares numa zona especifica, graças a um espelho parabólico. Dessa forma, o recipiente que contém a água a destilar pode chegar a temperaturas maiores que normalmente.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O MEIO AMBIENTE EAS PESSOAS COM TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE - Rosenilda Rocha Moura- Sophye Jabolão- Previna-se e evite ser manipulado por estas pessoas-

Transtorno de personalidade limítrofe (também chamado Transtorno de personalidade emocionalmente instável no CID-10, Transtorno de intensidade emocional ou Transtorno de personalidade borderline [TPB])(borderline significa "fronteira" ou "limite" em inglês), é um transtorno de personalidade do cluster B cuja característica essencial é um padrão de comportamento marcado pela impulsividade e instabilidade de afetos, relacionamentos interpessoais e autoimagem. O padrão está presente no início da idade adulta e ocorre em uma variedade de situações e contextos.

Outros sintomas comumente incluem um intenso medo de abandono e intensas raiva e irritabilidade que outros têm dificuldade em compreender a razão. As pessoas com TPB muitas vezes se envolvem na idealização e desvalorização de outros, alternando entre uma alta consideração positiva ou uma grande decepçãoAutomutilação e comportamento suicida são comuns.

O transtorno é reconhecido no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Devido ao fato de um transtorno de personalidade ser um padrão mal-adaptativo de experiências pessoais disseminado, contínuo, inflexível e com comportamentos patológicos, há uma relutância em diagnosticá-los antes da adolescência ou início da vida adulta. Entretanto, alguns enfatizam que, sem tratamento, os sintomas podem piorar.

Há um debate em curso sobre a terminologia deste transtorno, especialmente sobre a adequação da palavra "borderline" ("limite").O manual CID-10 refere-se a este transtorno como "transtorno de personalidade emocionalmente instável" e tem critérios diagnósticos semelhantes. Há uma preocupação com o fato de que o diagnóstico de TPB cria estigmas propiciando práticas discriminatórias, porque sugere que a personalidade do indivíduo é falha..No DSM-5, o nome do distúrbio permanece o mesmo.




 
Sinais e Sintomas
Os sintomas mais característicos de TPB são uma marcante sensibilidade a rejeição, pensar sobre e sentir medos de um possível abandono.Acima de tudo, as características do TPB incluem uma sensibilidade especialmente intensa nas relações com outras pessoas, dificuldade em regular emoções e impulsividade. Outros sintomas podem incluir sentimentos de insegurança quanto a autoidentidade e valores pessoais, ter pensamentos paranoicos quando estressado e dissociação grave.



Emoções
Pessoas com TPB sentem emoções com mais facilidade, maior profundidade e por mais tempo que as outras.As emoções podem ressurgir repetidamente e persistir por longos períodos de tempo. Consequentemente, pode demorar mais do que o normal para uma pessoa com TPB voltar a um estado emocional estável após uma experiência emocional intensa.

Na opinião de, a sensibilidade, intensidade e duração com a qual as pessoas com TPB experimentam as emoções tem tanto aspectos positivos quanto negativos.Pessoas com TPB são excepcionalmente idealistas, alegres e amorosas. Entretanto elas podem se sentir sufocadas por emoções negativas, experimentando intenso luto ao invés de tristeza, vergonha e humilhação ao invés de leve constrangimento, ódio ao invés de irritação e pânico ao invés de nervosismo.Pessoas com TPB são especialmente sensíveis aos sentimentos de rejeição, isolamento e sensação de fracasso Seus esforços para conter ou escapar de suas intensas emoções negativas podem levar a automutilação ou comportamento suicida antes que aprendam outras estratégias de enfrentamento. Em geral eles têm consciência da intensidade de suas emoções negativas e, uma vez que não são capazes de controlá-las, se desligam delas inteiramente.Isso pode ser danoso para as pessoas com TPB, já que emoções negativas nos alertam para a presença de situações problemáticas e estimulam seu enfrentamento.

Apesar de as pessoas com TPB sentirem intensa alegria, elas são especialmente suscetíveis a disforia, ou sofrimento mental e emocional. Zanari et al. reconhece quatro categorias de disforia que são típicas deste transtorno: emoções extremas; destrutividade ou autodestrutividade; sentimento de identidade fragmentada ou ausente; e sentimento de vitimização.Dentro destas categorias, um diagnóstico de TPB é fortemente associado com uma combinação de três estados específicos: 1) se sentir traído, 2) sentir vontade de se machucar e 3)se sentir fora de controle.Uma vez que há uma grande variedade nos tipos de disforia que as pessoas com TPB experimentam, a amplitude do sofrimento é um indicador auxiliar do transtorno de personalidade borderline.

Além das emoções intensas, pessoas com TPB experimentam instabilidade emocional. Embora a expressão possa sugerir uma rápida mudança entre depressão e exaltação, as oscilações de humor nas pessoas com esta condição na verdade ocorrem mais frequentemente entre a raiva e a ansiedade e entre depressão e ansiedade.




 
Comportamento
Comportamento impulsivo é comum, incluindo: abuso de substâncias e alcoolismo, transtorno alimentar, sexo de risco ou indiscriminado com múltiplos parceiros, gastar dinheiro e dirigir imprudentemente

Comportamento impulsivo também pode incluir abandonar empregos e relacionamentos, fugir e se automutilar

Pessoas com TPB agem impulsivamente pois isso lhes dá alívio imediato de sua dor emocional.Entretanto, a longo prazo, as pessoas com TPB sofrem de uma crescente vergonha e culpa que seguem esse tipo de ação.Normalmente um ciclo se inicia, no qual a pessoa com TPB sente dor emocional, se engajam em um comportamento impulsivo para aliviarem a dor, sentem vergonha e culpa por suas ações, sentem dor emocional por conta dos sentimentos de vergonha e culpa e então experimentam uma maior compulsão por se engajar em um comportamento impulsivo para aliviar a nova dor.Conforme o tempo passa, o comportamento impulsivo pode se tornar uma resposta automática diante a dor emocional.



Automutilação e suicídio
Automutilação e comportamento suicida são um dos critérios de diagnóstico centrais no DSM-IV. A gestão e recuperação destes comportamentos pode ser complexo e desafiador A incidência de suicídios entre pessoas com TPB é entre 3% e 10% ao longo da vidaHá evidências de que homens diagnosticados com TPB tem aproximadamente o dobro de probabilidade de cometerem suicídio em relação as mulheres diagnosticadas com TPBTambém há evidências que uma percentagem considerável de homens que cometem suicídio podem ter TPB não diagnosticada.

Automutilação é comum e pode ocorrer com ou sem intenção suicida As razões apresentadas para a automutilação não suicida diferem das razões para tentativas de suicídio.As razões para a automutilação não suicida incluem expressar raiva, autopunição, voltar ao normal (geralmente em resposta a dissociação) e distrair-se da dor emocional ou de circunstâncias difíceis.Em contraste com isso, as tentativas de suicídio tipicamente refletem uma crença de que as vidas das outras pessoas vão melhorar depois do suicídio.Ambas automutilações, suicidas e não suicidas, são uma resposta ao sentirem emoções negativas.

Abuso sexual, em particular, pode ser um gatilho para comportamento suicida em adolescentes com TPB.



Anomalias cerebrais
Alguns estudos de neuroimagem sobre TPB divulgaram descobertas de redução em regiões do cérebro envolvidas na regulação da resposta ao estress e emoções, afetando o hipocampo, o cortex orbitofrontal e a amídala, entre outras áreas.Um número menor de estudos tem usado ressonância magnética espectroscópica para explorar mudanças nas concentrações de neurometabólitos em certas regiões cerebrais de pacientes com TPB, procurando especificamente por neurometabólitos como a N-acetilaspartato, creatina, compostos relacionados aos glutamatos e compostos contendo colina.

O hipocampo tende a ser menor em pessoas com TPB, assim como em pessoas com Estresse pós-traumático. Entretanto, no TPB, ao contrário do Estresse pós-traumático, a amídala também tende a ser menor.\l "

As amídalas são menores e mais ativas em pessoas com TPB Amídalas com volume reduzido também foram encontradas em pessoas com Transtorno obsessivo compulsivo.Um estudo descobriu uma atividade incomum na amídala esquerda de pessoas com TPB quando eles experimentam ou veem sinais de emoções negativas.Uma vez que as amídalas são a principal estrutura envolvida na geração de emoções negativas, essa atividade incomumente forte pode explicar a intensidade e longevidade do medo, tristeza, raiva e vergonha experimentadas por pessoas com TPB, assim como suas elevadas sensibilidades diante de demonstrações destas emoções por outras pessoasO córtex pré-frontal tende a ser menos ativo em pessoas com TPB, especialmente quando relembram de memórias de abandono Essa inatividade relativa ocorre no córtex anterior cingulado (áreas de Brodmann Dado o seu papel na regulação da excitação emocional, a relativa inatividade do córtex pré-frontal pode explicar a dificuldade que pessoas com TPB tem em regular suas emoções e respostas ao estress.

 

O eixo Hipotálamo-hipófise-suprarrenal (eixo HHS) regula a produção de cortisol, que é liberado em resposta ao estress. A produção de cortisol tende a ser elevada em pessoas com TPB, indicando um eixo HHS hiperativo nesses indivíduos Isso faz com que eles experimentem uma maior resposta biológica ao estress, o que pode explicar sua maior vulnerabilidade a irritabilidade.Já que eventos traumáticos podem aumentar a produção de cortisol e atividade do eixo HHS, uma possibilidade é que a prevalência de atividade acima da média do eixo HHS em pessoas com TPB pode simplesmente ser um reflexo da prevalência acima da média de traumas de infância e de eventos de amadurecimento entre essas pessoas.Outra possibilidade é que, por ter sua sensibilidade a eventos traumáticos e produção de cortisol aumentada, as pessoas com TPB estariam predispostas a experimentar eventos estressantes de suas infâncias e amadurecimento como traumáticos.

A produção aumentada de cortisol também está associada com um maior risco de comportamento suicida.

Diferenças individuais nos ciclos de estrogênio das mulheres pode estar associado a expressão de sintomas de TPB em pacientes do sexo feminino. Um estudo de 2003 descobriu que os sintomas de mulheres com TPB eram antecedidos por mudanças nos niveis de estrogênio ao longo de seus ciclos menstruais, um efeito que permaneceu significativo mesmo depois que o aumento geral de afetos negativos foram descontados dos resultados

Sintomas experimentados devido às alterações dos níveis de estrogênio podem ser mal diagnosticados como TPB, como alterações de humor extremas e depressão. Como a endometriose é uma doença influenciada pelo estrogênio, TPM e Transtorno disfórico pré-menstrual graves são observados, estes são ambos físicos e psicológicos em suas naturezas. Transtornos do humor influenciados por hormônios, também chamados de depressão reprodutiva, são esperados que acabem somente com a menopausa ou após uma histerectomia. Episódios psicóticos tratados com estrogênio em mulheres com TPB mostraram significativa melhora porém não devem ser prescrevidos àquelas com endometriose, pois isso agrava suas condições endócrinas. Drogas estabilizadoras do humor, usadas no tratamento do transtorno bipolar, não ajudam pacientes com níveis de estrogênio alterados. Um diagnóstico correto entre transtorno endócrino ou psiquiátrico precisa ser feito.Há uma forte correlação entre abuso infantil, especialmente abuso sexual infantil e o desenvolvimento de TPB. Muitos indivíduos com TPB reportam um histórico de abuso e negligência quando crianças. Pacientes com TPB são significativamente mais propensos a reportarem abuso verbal, emocional, físico ou sexual por seus cuidadores de ambos os sexos. Eles também reportam uma alta incidência de incesto e perda de cuidadores na infância

Indivíduos com TPB também são mais propensos a reportarem que os cuidadores de ambos os sexos negavam validação de seus pensamentos e sentimentos. Cuidadores também foram reportados por terem falhado em prover a proteção necessária e por terem negligenciado os cuidados físicos com suas crianças. Pais de ambos os sexos são comumente culpados de ausência emocional diante da criança e por tratar dos menores de maneira inconsistente Ademais, mulheres com TPB que reportam um histórico de negligência por parte de sua cuidadora e abuso por parte do cuidador são significativamente mais propensas a reportarem abuso por terceiros, que não os cuidadores.

Já foi sugerido que crianças que passaram por maus-tratos crônicos e por dificuldades afetivas podem desenvolver o transtorno de personalidade borderline.

Entretanto, nenhum desses estudos apresentou evidências de que trauma infantil necessariamente causa ou contribui para causar TPB. Ao invés disso, ambos o trauma e o TPB podem ser causados por um terceiro fator. Por exemplo, pode acontecer de muitos cuidadores que tendem a expor as crianças a experiências traumáticas o fazem parcialmente por conta de seus próprios transtornos de personalidade herdados, a predisposição genética para tanto pode ser passada para seus filhos, que desenvolvem TPB como resultado desta predisposição e de outros fatores, e não como resultado de um maltrato anterior.

 

O ambiente familiar intercede nos efeitos do abuso sexual infantil no desenvolvimento do TPB. Um ambiente familiar instável prevê o desenvolvimento do transtorno, enquanto uma família estável prevê um risco reduzido. Uma explicação possível é que o ambiente estável amortece seu desenvolvimento.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais edição cinco (DSM-5) removeu seu sistema de múltiplos eixos. Consequentemente, todos os transtornos, incluindo os transtornos de personalidade, são listados na seção II do manual. Uma pessoa deve preencher 5 dos 9 critérios para receber um diagnóstico de transtorno de personalidade borderline O DSM-5 define os principais aspectos do TPB como um padrão inflexível de instabilidade nos relacionamentos interpessoais, autoimagem e afetos, bem como comportamentos impulsivos sobressaltados

Além disso, o DSM-5 propõe um critério alternativo de diagnóstico para Transtorno de Personalidade Borderline em sua sessão III, Esses critérios alternativos são baseados em pesquisas sobre características e incluem especificar ao menos quatro de sete traços mal adaptativos.

De acordo com Marsha Linehan, muitos profissionais de saúde mental acham desafiador diagnosticar TPB usando os critérios do DSM, uma vez que tas critérios descrevem uma ampla gama de comportamentos Para enfrentar este problema, Linehan agrupou os sintomas de TPB em cinco áreas de disregulação principais: emoções, comportamento, relações interpessoais, autoimagem e pensamentos.

 

 

Pelo menos três dos sintomas mencionados no Tipo Impulsivo, incluindo o sintoma 2 (F60.30) devem estar presentes. Em adição, pelo menos dois dos sintomas abaixo devem estar presentes:
Perturbações e incertezas sobre a autoimagem, metas, preferências internas (incluindo sexualidade);
Tendência a se envolver em relações intensas e instáveis, sempre levando a crises emocionais;
Esforços excessivos para se evitar abandono;
Atos ou ameaças recorrentes de autolesão ou suicídio;
Sentimentos crônicos de vazio.

A CID-10 também descreve alguns critérios gerais que definem o que é considerado um transtorno de personalidade.

FONTE: WIKEPEDIA. Apoio: Dra Gonzalles.

Rosenilda Rocha Moura - Gestão Ambiental. Gás de cozinha


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Meio ambiente - Transtorno de personalidade- Chip- Rosenilda Rocha Moura- Sophye Jabolão - apoio: Gonzalles -

Transtorno de personalidade limítrofe (também chamado Transtorno de personalidade emocionalmente instável no CID-10, Transtorno de intensidade emocional ou Transtorno de personalidade borderline [TPB])(borderline significa "fronteira" ou "limite" em inglês), é um transtorno de personalidade do cluster B cuja característica essencial é um padrão de comportamento marcado pela impulsividade e instabilidade de afetos, relacionamentos interpessoais e autoimagem. O padrão está presente no início da idade adulta e ocorre em uma variedade de situações e contextos.

Outros sintomas comumente incluem um intenso medo de abandono e intensas raiva e irritabilidade que outros têm dificuldade em compreender a razão. As pessoas com TPB muitas vezes se envolvem na idealização e desvalorização de outros, alternando entre uma alta consideração positiva ou uma grande decepçãoAutomutilação e comportamento suicida são comuns.

O transtorno é reconhecido no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Devido ao fato de um transtorno de personalidade ser um padrão mal-adaptativo de experiências pessoais disseminado, contínuo, inflexível e com comportamentos patológicos, há uma relutância em diagnosticá-los antes da adolescência ou início da vida adulta. Entretanto, alguns enfatizam que, sem tratamento, os sintomas podem piorar.

Há um debate em curso sobre a terminologia deste transtorno, especialmente sobre a adequação da palavra "borderline" ("limite").O manual CID-10 refere-se a este transtorno como "transtorno de personalidade emocionalmente instável" e tem critérios diagnósticos semelhantes. Há uma preocupação com o fato de que o diagnóstico de TPB cria estigmas propiciando práticas discriminatórias, porque sugere que a personalidade do indivíduo é falha..No DSM-5, o nome do distúrbio permanece o mesmo.




 
Sinais e Sintomas
Os sintomas mais característicos de TPB são uma marcante sensibilidade a rejeição, pensar sobre e sentir medos de um possível abandono.Acima de tudo, as características do TPB incluem uma sensibilidade especialmente intensa nas relações com outras pessoas, dificuldade em regular emoções e impulsividade. Outros sintomas podem incluir sentimentos de insegurança quanto a autoidentidade e valores pessoais, ter pensamentos paranoicos quando estressado e dissociação grave.



Emoções
Pessoas com TPB sentem emoções com mais facilidade, maior profundidade e por mais tempo que as outras.As emoções podem ressurgir repetidamente e persistir por longos períodos de tempo. Consequentemente, pode demorar mais do que o normal para uma pessoa com TPB voltar a um estado emocional estável após uma experiência emocional intensa.

Na opinião de, a sensibilidade, intensidade e duração com a qual as pessoas com TPB experimentam as emoções tem tanto aspectos positivos quanto negativos.Pessoas com TPB são excepcionalmente idealistas, alegres e amorosas. Entretanto elas podem se sentir sufocadas por emoções negativas, experimentando intenso luto ao invés de tristeza, vergonha e humilhação ao invés de leve constrangimento, ódio ao invés de irritação e pânico ao invés de nervosismo.Pessoas com TPB são especialmente sensíveis aos sentimentos de rejeição, isolamento e sensação de fracasso Seus esforços para conter ou escapar de suas intensas emoções negativas podem levar a automutilação ou comportamento suicida antes que aprendam outras estratégias de enfrentamento. Em geral eles têm consciência da intensidade de suas emoções negativas e, uma vez que não são capazes de controlá-las, se desligam delas inteiramente.Isso pode ser danoso para as pessoas com TPB, já que emoções negativas nos alertam para a presença de situações problemáticas e estimulam seu enfrentamento.

Apesar de as pessoas com TPB sentirem intensa alegria, elas são especialmente suscetíveis a disforia, ou sofrimento mental e emocional. Zanari et al. reconhece quatro categorias de disforia que são típicas deste transtorno: emoções extremas; destrutividade ou autodestrutividade; sentimento de identidade fragmentada ou ausente; e sentimento de vitimização.Dentro destas categorias, um diagnóstico de TPB é fortemente associado com uma combinação de três estados específicos: 1) se sentir traído, 2) sentir vontade de se machucar e 3)se sentir fora de controle.Uma vez que há uma grande variedade nos tipos de disforia que as pessoas com TPB experimentam, a amplitude do sofrimento é um indicador auxiliar do transtorno de personalidade borderline.

Além das emoções intensas, pessoas com TPB experimentam instabilidade emocional. Embora a expressão possa sugerir uma rápida mudança entre depressão e exaltação, as oscilações de humor nas pessoas com esta condição na verdade ocorrem mais frequentemente entre a raiva e a ansiedade e entre depressão e ansiedade.




 
Comportamento
Comportamento impulsivo é comum, incluindo: abuso de substâncias e alcoolismo, transtorno alimentar, sexo de risco ou indiscriminado com múltiplos parceiros, gastar dinheiro e dirigir imprudentemente

Comportamento impulsivo também pode incluir abandonar empregos e relacionamentos, fugir e se automutilar

Pessoas com TPB agem impulsivamente pois isso lhes dá alívio imediato de sua dor emocional.Entretanto, a longo prazo, as pessoas com TPB sofrem de uma crescente vergonha e culpa que seguem esse tipo de ação.Normalmente um ciclo se inicia, no qual a pessoa com TPB sente dor emocional, se engajam em um comportamento impulsivo para aliviarem a dor, sentem vergonha e culpa por suas ações, sentem dor emocional por conta dos sentimentos de vergonha e culpa e então experimentam uma maior compulsão por se engajar em um comportamento impulsivo para aliviar a nova dor.Conforme o tempo passa, o comportamento impulsivo pode se tornar uma resposta automática diante a dor emocional.



Automutilação e suicídio
Automutilação e comportamento suicida são um dos critérios de diagnóstico centrais no DSM-IV. A gestão e recuperação destes comportamentos pode ser complexo e desafiador A incidência de suicídios entre pessoas com TPB é entre 3% e 10% ao longo da vidaHá evidências de que homens diagnosticados com TPB tem aproximadamente o dobro de probabilidade de cometerem suicídio em relação as mulheres diagnosticadas com TPBTambém há evidências que uma percentagem considerável de homens que cometem suicídio podem ter TPB não diagnosticada.

Automutilação é comum e pode ocorrer com ou sem intenção suicida As razões apresentadas para a automutilação não suicida diferem das razões para tentativas de suicídio.As razões para a automutilação não suicida incluem expressar raiva, autopunição, voltar ao normal (geralmente em resposta a dissociação) e distrair-se da dor emocional ou de circunstâncias difíceis.Em contraste com isso, as tentativas de suicídio tipicamente refletem uma crença de que as vidas das outras pessoas vão melhorar depois do suicídio.Ambas automutilações, suicidas e não suicidas, são uma resposta ao sentirem emoções negativas.

Abuso sexual, em particular, pode ser um gatilho para comportamento suicida em adolescentes com TPB.



Anomalias cerebrais
Alguns estudos de neuroimagem sobre TPB divulgaram descobertas de redução em regiões do cérebro envolvidas na regulação da resposta ao estress e emoções, afetando o hipocampo, o cortex orbitofrontal e a amídala, entre outras áreas.Um número menor de estudos tem usado ressonância magnética espectroscópica para explorar mudanças nas concentrações de neurometabólitos em certas regiões cerebrais de pacientes com TPB, procurando especificamente por neurometabólitos como a N-acetilaspartato, creatina, compostos relacionados aos glutamatos e compostos contendo colina.

O hipocampo tende a ser menor em pessoas com TPB, assim como em pessoas com Estresse pós-traumático. Entretanto, no TPB, ao contrário do Estresse pós-traumático, a amídala também tende a ser menor.\l "

As amídalas são menores e mais ativas em pessoas com TPB Amídalas com volume reduzido também foram encontradas em pessoas com Transtorno obsessivo compulsivo.Um estudo descobriu uma atividade incomum na amídala esquerda de pessoas com TPB quando eles experimentam ou veem sinais de emoções negativas.Uma vez que as amídalas são a principal estrutura envolvida na geração de emoções negativas, essa atividade incomumente forte pode explicar a intensidade e longevidade do medo, tristeza, raiva e vergonha experimentadas por pessoas com TPB, assim como suas elevadas sensibilidades diante de demonstrações destas emoções por outras pessoasO córtex pré-frontal tende a ser menos ativo em pessoas com TPB, especialmente quando relembram de memórias de abandono Essa inatividade relativa ocorre no córtex anterior cingulado (áreas de Brodmann Dado o seu papel na regulação da excitação emocional, a relativa inatividade do córtex pré-frontal pode explicar a dificuldade que pessoas com TPB tem em regular suas emoções e respostas ao estress.

 

O eixo Hipotálamo-hipófise-suprarrenal (eixo HHS) regula a produção de cortisol, que é liberado em resposta ao estress. A produção de cortisol tende a ser elevada em pessoas com TPB, indicando um eixo HHS hiperativo nesses indivíduos Isso faz com que eles experimentem uma maior resposta biológica ao estress, o que pode explicar sua maior vulnerabilidade a irritabilidade.Já que eventos traumáticos podem aumentar a produção de cortisol e atividade do eixo HHS, uma possibilidade é que a prevalência de atividade acima da média do eixo HHS em pessoas com TPB pode simplesmente ser um reflexo da prevalência acima da média de traumas de infância e de eventos de amadurecimento entre essas pessoas.Outra possibilidade é que, por ter sua sensibilidade a eventos traumáticos e produção de cortisol aumentada, as pessoas com TPB estariam predispostas a experimentar eventos estressantes de suas infâncias e amadurecimento como traumáticos.

A produção aumentada de cortisol também está associada com um maior risco de comportamento suicida.

Diferenças individuais nos ciclos de estrogênio das mulheres pode estar associado a expressão de sintomas de TPB em pacientes do sexo feminino. Um estudo de 2003 descobriu que os sintomas de mulheres com TPB eram antecedidos por mudanças nos niveis de estrogênio ao longo de seus ciclos menstruais, um efeito que permaneceu significativo mesmo depois que o aumento geral de afetos negativos foram descontados dos resultados

Sintomas experimentados devido às alterações dos níveis de estrogênio podem ser mal diagnosticados como TPB, como alterações de humor extremas e depressão. Como a endometriose é uma doença influenciada pelo estrogênio, TPM e Transtorno disfórico pré-menstrual graves são observados, estes são ambos físicos e psicológicos em suas naturezas. Transtornos do humor influenciados por hormônios, também chamados de depressão reprodutiva, são esperados que acabem somente com a menopausa ou após uma histerectomia. Episódios psicóticos tratados com estrogênio em mulheres com TPB mostraram significativa melhora porém não devem ser prescrevidos àquelas com endometriose, pois isso agrava suas condições endócrinas. Drogas estabilizadoras do humor, usadas no tratamento do transtorno bipolar, não ajudam pacientes com níveis de estrogênio alterados. Um diagnóstico correto entre transtorno endócrino ou psiquiátrico precisa ser feito.Há uma forte correlação entre abuso infantil, especialmente abuso sexual infantil e o desenvolvimento de TPB. Muitos indivíduos com TPB reportam um histórico de abuso e negligência quando crianças. Pacientes com TPB são significativamente mais propensos a reportarem abuso verbal, emocional, físico ou sexual por seus cuidadores de ambos os sexos. Eles também reportam uma alta incidência de incesto e perda de cuidadores na infância

Indivíduos com TPB também são mais propensos a reportarem que os cuidadores de ambos os sexos negavam validação de seus pensamentos e sentimentos. Cuidadores também foram reportados por terem falhado em prover a proteção necessária e por terem negligenciado os cuidados físicos com suas crianças. Pais de ambos os sexos são comumente culpados de ausência emocional diante da criança e por tratar dos menores de maneira inconsistente Ademais, mulheres com TPB que reportam um histórico de negligência por parte de sua cuidadora e abuso por parte do cuidador são significativamente mais propensas a reportarem abuso por terceiros, que não os cuidadores.

Já foi sugerido que crianças que passaram por maus-tratos crônicos e por dificuldades afetivas podem desenvolver o transtorno de personalidade borderline.

Entretanto, nenhum desses estudos apresentou evidências de que trauma infantil necessariamente causa ou contribui para causar TPB. Ao invés disso, ambos o trauma e o TPB podem ser causados por um terceiro fator. Por exemplo, pode acontecer de muitos cuidadores que tendem a expor as crianças a experiências traumáticas o fazem parcialmente por conta de seus próprios transtornos de personalidade herdados, a predisposição genética para tanto pode ser passada para seus filhos, que desenvolvem TPB como resultado desta predisposição e de outros fatores, e não como resultado de um maltrato anterior.

 

O ambiente familiar intercede nos efeitos do abuso sexual infantil no desenvolvimento do TPB. Um ambiente familiar instável prevê o desenvolvimento do transtorno, enquanto uma família estável prevê um risco reduzido. Uma explicação possível é que o ambiente estável amortece seu desenvolvimento.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais edição cinco (DSM-5) removeu seu sistema de múltiplos eixos. Consequentemente, todos os transtornos, incluindo os transtornos de personalidade, são listados na seção II do manual. Uma pessoa deve preencher 5 dos 9 critérios para receber um diagnóstico de transtorno de personalidade borderline O DSM-5 define os principais aspectos do TPB como um padrão inflexível de instabilidade nos relacionamentos interpessoais, autoimagem e afetos, bem como comportamentos impulsivos sobressaltados

Além disso, o DSM-5 propõe um critério alternativo de diagnóstico para Transtorno de Personalidade Borderline em sua sessão III, Esses critérios alternativos são baseados em pesquisas sobre características e incluem especificar ao menos quatro de sete traços mal adaptativos.

De acordo com Marsha Linehan, muitos profissionais de saúde mental acham desafiador diagnosticar TPB usando os critérios do DSM, uma vez que tas critérios descrevem uma ampla gama de comportamentos Para enfrentar este problema, Linehan agrupou os sintomas de TPB em cinco áreas de disregulação principais: emoções, comportamento, relações interpessoais, autoimagem e pensamentos. 

 

Pelo menos três dos sintomas mencionados no Tipo Impulsivo, incluindo o sintoma 2 (F60.30) devem estar presentes. Em adição, pelo menos dois dos sintomas abaixo devem estar presentes:
Perturbações e incertezas sobre a autoimagem, metas, preferências internas (incluindo sexualidade);
Tendência a se envolver em relações intensas e instáveis, sempre levando a crises emocionais;
Esforços excessivos para se evitar abandono;
Atos ou ameaças recorrentes de autolesão ou suicídio;
Sentimentos crônicos de vazio.

A CID-10 também descreve alguns critérios gerais que definem o que é considerado um transtorno de personalidade.

FONTE: WIKEPEDIA.
Borderline personality disorder (also called emotionally unstable personality disorder in ICD-10, the emotional intensity disorder or disorder of borderline personality [TPB]) (borderline means "border" or "edge" in English), is a personality disorder cluster B whose main feature is a pattern of behavior characterized by impulsiveness and instability affects, interpersonal relationships and self-image. The pattern is present in early adulthood, and occurs in a variety of situations and environments.Other symptoms commonly include an intense fear of abandonment and intense anger and irritability that others have difficulty understanding why. People with BPD often involved in idealization and devaluation of others, alternating between a high positive regard or a large decepçãoAutomutilação and suicidal behavior are common.The disorder is recognized in the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. Because of a personality disorder is a maladaptive pattern of widespread personal experience, solid, inflexible and pathological behaviors, there is a reluctance to diagnose them before adolescence or early adulthood. However, some point out that, without treatment, symptoms may get worse.There is an ongoing debate about the terminology of this disorder, especially on the appropriateness of the word "borderline" ("threshold"). The ICD-10 manual refers to this disorder as "emotionally unstable personality disorder" and has features similar diagnoses . There is a concern with the fact that the diagnosis of BPD creates stigmas providing discriminatory practices because it suggests that the individual's personality is falha..No DSM-5, the disorder name remains the same.
Signs and symptomsThe most characteristic symptoms of BPD are a remarkable sensitivity to rejection, think about and feel fears of a possible abandono.Acima all, TPB features include a specially intense sensitivity in relations with others, difficulty regulating emotions and impulsivity. Other symptoms may include feelings of insecurity about self-identity and personal values, have paranoid thoughts when stressed and severe dissociation.EmotionsPeople with BPD feel emotions more easily, deeper and longer than the outras.As emotions can repeatedly rise and persist for long periods of time. Consequently, it may take longer than normal for a person with BPD return to a stable emotional state after an intense emotional experience.In view of the sensitivity, intensity and duration with which people with BPD experience emotions has both positive aspects as negativos.Pessoas with BPD are exceptionally idealistic, cheerful and loving. However they may feel stifled by negative emotions, experiencing intense grief rather than sadness, shame and humiliation rather than mild embarrassment, hatred rather than irritation and panic rather than nervosismo.Pessoas with BPD are especially sensitive to feelings of rejection, isolation and sense of failure Their efforts to contain or escape their intense negative emotions can lead to self-harm or suicidal behavior before they learn other coping strategies. In general they are aware of the intensity of their negative emotions and, since they are not able to control them, turn off inteiramente.Isso of them can be harmful for people with BPD, since negative emotions alert us to the presence of situations problems and stimulate your face.Although people with BPD feel intense joy, they are especially susceptible to dysphoria, or mental and emotional distress. Zanari et al. recognizes four categories of dysphoria that are typical of this disorder: extreme emotions; destructiveness or self-destructiveness; fragmented or absent sense of identity; and sense of vitimização.Dentro these categories, a diagnosis of BPD is strongly associated with a combination of three specific conditions: 1) feel betrayed, 2) feel like getting hurt and 3) feel out of controle.Uma since there a wide variety in the types of dysphoria that people with BPD experience, the magnitude of the suffering is an indicator auxiliary borderline personality disorder.In addition to the intense emotions, people with BPD experience emotional instability. Although the term may suggest a rapid change between depression and elation, mood swings in people with this condition actually occur most often between anger and anxiety and between depression and anxiety.
BehaviorImpulsive behavior is common, including: substance abuse and alcohol abuse, eating disorders, risky sex or indiscriminate with multiple partners, spend money and drive recklesslyImpulsive behavior may also include leaving jobs and relationships, run away and automutilarPeople with BPD act impulsively because it gives them immediate relief from their pain emocional.Entretanto in the long run, people with BPD suffer from a growing shame and guilt that follow this kind of ação.Normalmente a cycle begins, in which the person with BPD feel emotional pain, engage in impulsive behavior to relieve the pain, feel shame and guilt for their actions, they feel emotional pain because of feelings of shame and guilt and then experience a greater compulsion to engage in impulsive behavior for relieve new dor.Conforme time passes, impulsive behavior can become an automatic response on the emotional pain.Self-harm and suicideSelf-mutilation and suicidal behavior are a central diagnostic criteria in DSM-IV. The management and recovery of these behaviors can be complex and challenging The incidence of suicides among people with BPD is between 3% and 10% over the vidaHá evidence that men diagnosed with BPD is about twice as likely to commit suicide compared women diagnosed with TPBTambém there is evidence that a considerable percentage of men who commit suicide may have TPB undiagnosed.Self-mutilation is common and can occur with or without suicidal intent Reasons given for non-suicidal self-injury differs reason for attempts to suicídio.As reasons for non-suicidal self-injury include express anger, self-punishment, return to normal (usually in response to dissociation) and distract from the emotional pain or circumstances difíceis.Em contrast, suicide attempts typically reflect a belief that other people's lives will improve after the suicídio.Ambas self-mutilation, suicidal and not suicide, are a response to feel negative emotions.Sexual abuse, in particular, can be a trigger for suicidal behavior in adolescents with BPD.Brain abnormalitiesSome neuroimaging studies reported TPB reduction findings in brain regions involved in regulating the stress response and emotion, affecting the hippocampus, the amygdala and the orbitofrontal cortex, among other áreas.Um smaller number of studies have used magnetic resonance spectroscopy to neurometabólitos explore changes in concentrations in certain brain regions of patients with BPD, looking specifically for neurometabólitos as N-acetyl aspartate, creatine, glutamate and compounds related to compounds containing choline.The hippocampus tends to be lower in people with BPD, as well as in people with post-traumatic stress disorder. However, the BPD, unlike post traumatic stress disorder, amygdala also tends to be lower. \ L "The tonsils are smaller and more active in people with BPD tonsils with reduced volume also have been found in people with obsessive disorder compulsivo.Um study found unusual activity in the left amygdala of people with BPD when they experience or see emotions signs negativas.Uma time the tonsils are the main structure involved in the generation of negative emotions, this unusually strong activity may explain the intensity and longevity of fear, sadness, anger and shame experienced by people with BPD, as well as their high sensitivities before statements of these emotions by other pessoasO prefrontal cortex tends to be less active in people with BPD, especially when reminiscent of abandonment memories This relative inactivity occurs in the previous cingulate cortex (Brodmann areas Given its role in regulating emotional arousal, the relative inactivity of the prefrontal cortex -frontal can explain the difficulty that people with BPD have in regulating their emotions and responses to stress.
The axis hypothalamus-pituitary-adrenal (HHS axis) regulates the production of cortisol, which is released in response to stress. Cortisol production tends to be high in people with BPD, indicating a hyperactive axis HHS these individuals This causes them to experience a greater biological response to stress, which may explain their greater vulnerability to irritabilidade.Já traumatic events that may increase the cortisol production and activity of HHS axis, one possibility is that the prevalence of activity above the average HHS axis in people with BPD may simply be a reflection of the prevalence above the average of childhood traumas and ripening events among these people. Another possibility is that because their sensitivity to traumatic events and increased production of cortisol, people with BPD would be predisposed to experience stressful events of their childhood and maturation as traumatic.The increased cortisol production is also associated with an increased risk of suicidal behavior.Individual differences in estrogen cycles of women may be associated with expression of symptoms of BPD in female patients. A 2003 study found that the symptoms of women with BPD were preceded by changes in estrogen levels throughout their menstrual cycles, an effect that remained significant even after the general increase of negative emotions were discounted the resultsSymptoms experienced due to changes in estrogen levels may be misdiagnosed as TPB, as changes in extreme mood swings and depression. Since endometriosis is influenced by estrogen disease, PMS and serious disorder premenstrual dysphoric are observed, they are both in their physical and psychological nature. Mood disorders influenced by hormones, also called reproductive depression, are expected to end up only with menopause or after a hysterectomy. Psychotic episodes treated with estrogen in women with BPD showed significant improvement but should not be prescrevidos those with endometriosis, as this exacerbates their endocrine conditions. Stabilizing drugs humor, used to treat bipolar disorder, do not help patients with altered estrogen levels. A correct diagnosis of endocrine or psychiatric disorder needs to be feito.Há a strong correlation between child abuse, especially child sexual abuse and the development of BPD. Many individuals with BPD report a history of abuse and neglect as children. Patients with BPD are significantly more likely to report verbal abuse, emotional, physical or sexual caregivers of both genders. They also report a high incidence of incest and loss of caregivers in early childhoodIndividuals with BPD are also more likely to report that caregivers of both genders denied validation of your thoughts and feelings. Caregivers were also reported for failing to provide the necessary protection and for having neglected the physical care of their children. Parents of both sexes are often emotional absence of guilty before the child and deal with smaller inconsistently Moreover, women with BPD who reported a history of neglect by their caregiver and abuse by the caregiver are significantly more likely to report abuse by third parties other than caregivers.It has been suggested that children who underwent chronic abuse and emotional difficulties may develop borderline personality disorder.However, none of these studies presented evidence that childhood trauma necessarily cause or contribute to cause TPB. Instead, both trauma and BPD may be caused by a third factor. For example, it can happen to many caregivers who tend to expose children to traumatic experiences do partly because of their own inherited personality disorders, genetic predisposition to both can be passed to their children, who develop BPD as a result of this predisposition and other factors, and not as a result of a previous abuse.
The family atmosphere intercedes on the effects of child sexual abuse in the development of BPD. An unstable family environment provides for the development of the disorder, while a stable family provides a reduced risk. One possible explanation is that their development takes stable environment.The Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders five edition (DSM-5) removed his multi-axis system. Consequently, all disorders, including personality disorders, are listed in section II of the manual. A person must complete 5 of 9 criteria to receive a diagnosis of borderline personality disorder The DSM-5 defines the main aspects of TPB as an inflexible pattern of instability in interpersonal relationships, self-image and emotions, and impulsive behavior startledIn addition, the DSM-5 proposes an alternative diagnostic criteria for borderline personality disorder in its session III These alternative criteria are based on research on features and include specifying at least four out of seven maladaptive traits.According to Marsha Linehan, many mental health professionals find it challenging to diagnose BPD using DSM as it tas criteria describe a wide range of behaviors To address this problem, Linehan grouped the symptoms of BPD in five main areas of disregulação: emotions, behavior, interpersonal relationships, self-image and thoughts.

At least three of the symptoms mentioned in Impulsive Type, including the Symptom 2 (F60.30) must be present. In addition, at least two of the following symptoms must be present:1. disorders and uncertainty about self-image, goals, internal preferences (including sexual);2. Tendency to engage in intense and unstable relationships, always leading to emotional crisis;3. excessive efforts to avoid abandonment;4. Acts or recurring threats of self-harm or suicide;5. Feelings chronic empty.ICD-10 also outlines some general criteria that define what is considered a personality disorder.Source: Wikepedia.